segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MARIA

Ela cuidava de todo mundo, tinha a "Síndrome de Mãe de Todos". Cuidava da mãe e da irmã, mas nunca dela mesmo. Ela, dizia a quem perguntasse, se virava sozinha! Preferia sofrer a ver os outros sofrendo, porque seu sofrimento ela conseguia lidar, mas nunca com o choro de seus amados.

Quando finalmente resolveu que ia cuidar de si mesmo, precisou contar ao namorado um segredo de seu passado. Era um perigo, o pai que quis fazer mal a ela durante a vida inteira. Em vez de mostrar coragem, o tal moço apavorou-se. "És um homem ou um rato?" como diriam. Ela decidiu que, mais uma vez, iria sacrificar sua felicidade em favor de alguém.

"Oh, Maria, deixa que eu cuido de você." ouviu uma voz.

Um dia ela iria escutar isso. Por enquanto, coletava tristezas.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Como ser uma subcelebridade de sucesso!

Olá para você, subcelebridade do sexo feminino! Faz tempo que saiu do BBB e o cachê de aparição em eventos está desvalorizando? Teve seus 15 minutos de fama há dois anos atrás e quer resgatar sua auto-estima? Tem um programa de TV que ninguém assiste, mas insiste em permanecer sob os holofotes? Eu te ensino como conquistar de volta a fama! São pequenos passos, rápidos, fáceis, que qualquer acéfala pessoa consegue seguir. Vamos ao primeiro?

Primeiro passo ou a fase de preparação: Malhe 5 e corra 2 horas por dia! 
Querida, você não tem mais nada pra fazer mesmo, não é?! Eu sei que não! Então o projeto #gostosa2013 tem que começar já! Cole pôsteres da Juju Salimeni ou de qualquer outra subcelebridade que você queira imitar nas paredes do quarto e se inspire! Mantenha a ração de passarinho: um punhado de alpiste arroz e um de feijão, nada mais que uma colher de sobremesa. Foco garota!

Se não ficar igual, desista!


Segundo passo ou fase da escolha minuciosa: Planejamento detalhado da ação. 
Entre no Google e pesquise "lugares onde os paparazzi AMAM ficar", dê enter e escolha a) uma praia; b) um aeroporto; c) saída de um carro; d) um restaurante. O mix dos itens "d" e "a" é o combo do sucesso, apenas para as mais descoladas! Em seguida, pratique os movimentos por dois dias inteiros, sem parar. Um terceiro dia precisa ser reservado para treinar a cara de "ó, me pegaram!".

Essa aprendeu direitinho como se faz! 

Terceiro passo ou fase da ação: É agora! Não pode errar!
Dividi em 4 seções (já mencionadas anteriormente): 

A) uma praia: Rio de Janeiro é o sonho de 10 em 10 mulheres pseudo-famosas! As praias são lotadas de paparazzi, ávidos por analisar o corpo dos alvos e flagrar algum "descuido". Vá com seu menor biquíni ou o mais chamativo e estenda sua toalha, empinando o máximo o bumbum malhado. Depois, com toda essa sensualidade treinada, finja que não está vendo as 20 câmeras apontadas para você e tire "cuidadosamente" a parte de cima do traje de banho. Para não ficar marquinha, sabe? 

Depois, recoloque com cuidado o item tirado, mas não amarre tão forte a cordinha. Vá para o mar e brinque com as ondinhas, até que ooooppss! Que perfeito chato! Desamarrou, saiu e apareceu o busto siliconado! Esses fotógrafos não tem nada melhor do que pegar um close desse meu melhor ângulo? 

Não esqueça de ameaçar processar o site que publicar as fotos! 

B) um aeroporto: Viajar? Oi? Pra quê? A ideia é fingir que vai pegar o avião e desfilar os modelitos de periguete da estação! Para isso, precisa arranjar um vestido colado, curto e decotado. Sim, os três! E um óculos de sol... Até porque é super plausível o uso de um óculos de sol dentro de um local fechado! 

Luuuuuz na passarela que lá vem ela! 

C) saída de um carro: Atenção: para a obtenção do sucesso deste item você deverá dispensar o uso de calcinhas. No máximo uma calcinha branca fio-dental para as mais tímidas. Contrate um carro da moda, consiga convites para um evento badalado e prepare o emocional. Quando chegar na frente do local, abra a porta e espere os primeiros disparos do flash. Em seguida, vire para descer, abrindo bem as pernas para que vejam seu útero que você - oooppps! - esqueceu de vestir a calcinha! Que cabeça esquecida né?! 
Não esqueça de ameaçar processar o site que publicar as fotos! [2]

D) um restaurante: Para isso, é preciso combinar com aquele amigo bonito e gay para fingirem ser um casal de namorados. Claro que ele vai pedir um cachê, mas isso é o de menos. Escolha um restaurante comum, mas chique. Ser hipster neste momento é o ideal. Em seguida, publique no Twitter, ACIDENTALMENTE o local e a hora do jantar. Chegando lá, pegue na mão do amigo e peça pra ele contar qualquer coisa no seu ouvido de forma sexy. Se ele não conseguir pensar em nada para falar, peça para ele cantar uma música da Madonna ou enumerar as partes perfeitas do corpo do Bradley Cooper. Olhe para os lados, aparente nervosismo, como se o jantar fosse ser descoberto por algum fofoqueiro. 


O processo é 90% eficaz! Em menos de três dias te garanto que o Paparazzo e a Playboy vão te ligar fazendo uma oferta. Caso isso, por um grande acaso, não aconteça, repita todos os passos. Dinheiro e fama te esperam, amada, aproveite! (Curso da Lisy de "Como ser uma subcelebridade de sucesso" custa R$500,00 e pode ser pago no cartão de crédito, dinheiro vivo ou balinhas 7 Belo). 

PS1: Este texto é de humor, não foi feito para ofender ninguém menos que as ditas subcelebridades. 
PS2: Qualquer semelhança é puro acaso... Ou não! HAHAHAHA
PS3: Eu não estava brincando, quero o pagamento em minhas mãos o mais rápido possível! 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

SOLD

Foram estas as letras, juntas, formando a palavra "vendida" em português, adicionadas à foto da brasileira Catarina Migliorini no site "Vingins Wanted". O leilão da virgindade da jovem de 20 anos foi encerrado hoje, quarta-feira (24), de acordo com a notícia que saiu na Gazeta do Povo (você pode ver a notícia clicando AQUI). O ganhador é um japonês, que pagará cerca de R$1.5 milhões e terá o corpo dela em uma viagem de avião, que parte dos Estados Unidos com destino ao Japão.


Citando o texto da Gazeta, mais especificadamente a parte que diz o que ela fará com o pagamento:

A garota também pretende usar o dinheiro para estudar medicina na Argentina. "Já estava até matriculada, mas decidi adiar e vou em 2013. Tenho 20 anos, sou responsável pelo meu corpo e não estou prejudicando ninguém", disse.


Ok, o corpo pertence a ela, a vida é dela, mas... é dinheiro pago em troca de sexo. Não importa se essa quantia arrecadada será utilizada para algo nobre, como uma faculdade de medicina. Não importa se, em outro gesto nobre, ela compre casas populares ou qualquer coisa neste estilo. O fato continua sendo o mesmo: Catarina se vendeu. Poderia colocar o mesmo verbo para descrever a ação do russo Alexander, outro "produto" oferecido pelo mesmo site australiano. Mas prefiro tratar apenas de minha conterrânea, pelo simples fato que não conheço a cultura russa. Então não é machismo da minha parte, apenas para os leitores entenderem. 

Poderíamos adjetivar o ato da garota como promíscuo? De acordo com o dicionário Priberam, promiscuidade é "o comportamento que viola o que é considerado moral". No Brasil, a sociedade ainda não considera moral vender a virgindade. Ainda.  

E se, influenciados por atitudes como essas, os jovens começarem a achar que vale tudo para ganhar dinheiro? É só fechar as pernas até o dia que precisar. Quer assistir ao show de um cantor internacional? Quer comprar uma roupa de grife? Venda a virgindade. Depois, venda sexo. Em sequência, banalize algo que foi feito para ser um momento especial para duas pessoas. Não esqueça de reclamar que está difícil encontrar a alma gêmea. 

Não sou vidente, não posso ter certeza do futuro. Mas se, neste futuro, valores forem deixados de lado em favor da capitalização, a nostalgia será minha companhia constante. Lembrarei de um tempo onde as pessoas trabalhavam para pagar a faculdade e utilizavam o corpo de forma sensata. 


[Revisão: Heloiza Oliveira] 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Diários da Paixão (4)

Olá leitores!

A autora da história de hoje é minha amiga Gabriela Lima, confiram:



Palestras são sempre bem-vindas, ainda mais quando não há vontade de assistir àquela aula nada interessante... Era por volta de 11h45, faltava pouco para ir pra casa em mais uma segunda-feira típica e sem graça, mas eu mal sabia que logo o dia iria me surpreender.

Peguei meu celular e vi uma nova mensagem, era de um menino que eu nem conhecia, apenas quis ser meu amigo pela internet, me convidando para almoçar! Eu fiquei meio preocupada, não queria almoçar com ele, mas custa conhecê-lo? E para minha surpresa, algo mudou em mim assim que meus olhos o viram.

Ah o sorriso, o perfume, o jeito... Por algum motivo naquele momento ele não era só mais um menino que eu não conhecia. Naquele momento alguma coisa em mim mudou... Será que é paixão?



Paixão, verbo latino patior, que significa sofrer ou suportar uma situação difícil, na maior parte dos casos o apaixonado se machuca e como na história acima não podia terminar diferente. Paixão é algo que todos sentem, pelo menos uma vez na vida, por alguém, por algo, pelo time... É insano. Por exemplo, sou apaixonada por chocolate, sei que não me faz bem em excesso, mas é quase que um vício, o que fazer?

Descobri com o tempo que paixões são loucas e não fazem muito bem, mas o que fazer? Gosto dessa liberdade da vida, podemos aprender em todas as situações e nesse caso não é diferente, podemos escolher: Sofrer para sempre, amargurados? Ou deixar o tempo curar e aprender a amar?

Sim, eu prefiro
o amor, pois o amor suporta, não sofre, é puro e consciente, não louco, amar não dói, faz bem e pode durar a vida inteira, talvez a paixão sirva para que aprendamos a amar ao longo da vida. Ame, ame e ame. Ame as pessoas ao seu redor e espere. Pode ser que alguém aparece e te mostre que paixão também faz parte do amor...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Diários da Paixão (3)

Olá leitores! 

Hoje o texto é do meu amigo Rafael Lucas (vale a pena dar uma olhada no blog dele!), que estréia na narrativa com esta história envolvente:


Era noite. O brilho da lua e das estrelas não era maior que o brilho dos seus olhos e do seu sorriso.
Como em um flashback, em meus pensamentos me perco e sou levado a lembrar de quando nos conhecemos...

Não sei o que me fez apaixonar por você... Talvez tenha sido o teu sorriso iluminado que me fazia viajar todas as manhãs quando você e suas amigas sentavam sempre no mesmo canto da sala de aula e, juntas, riam, interrompiam a aula com gracinhas e até me faziam rir também. Lembro que você adorava as aulas de Filosofia e era a mais interessada no assunto. Eu fingia gostar, só pra te agradar. Você me olhava de um jeito, e de outro. Conversávamos pouco. E eu não conseguia captar se você estava me dando bola ou não. Ah como eu era um bobão!

Via-te manhã após manhã, e eu ficava louco com o jeito que mexia no cabelo constantemente. No espelho tirado da bolsa, retocava o batom rosa, rapidinho, no meio da aula. Pensava no quanto eu queria que aquelas mãos macias acariciassem meu rosto e a minha nuca me fazendo arrepiar por inteiro. Até então eu era apenas um sonhador. Eu só queria viver aquele amor incontido. Até que chegou o dia do passeio anual da escola, onde toda a galera se reunia pra se divertir e confraternizar.
Com toda a minha timidez, te chamei num canto, e disse:
- Oi Gabriela. Tudo bem?
- Tudo bem! - ela respondeu.
- Eu sei que nos conhecemos pouco, mas eu tenho notado o quanto você é linda já faz algum tempo. Você gostaria de sair comigo no sábado? - perguntei, rindo nervoso. 
- Só aceito se for pra tomar aquele açaí que servem na lanchonete perto da minha casa.                                                

- Combinado! – respondi.
Estonteante de alegria,  beijei-te o rosto e você esboçou um lindo sorriso.


O grande dia chegou. Pus minha melhor roupa, usei o perfume e penteei o cabelo do jeito que você gostava.

Era noite. De lua, estrelas, sorrisos, abraços, carícias no rosto e na nuca, beijos e palavras que eu jamais imaginara ouvir. Você também me amava, e esperara todo aquele tempo pelo meu convite para sair.

Rafael, você está no mundo da lua? Seu açaí chegou! – disse ela, interrompendo meus pensamentos.
Sorrio. E no seu ouvido, digo baixinho:
- Era lá que eu estava.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Diários da Paixão (2)


Olá leitores! 

Pedi a um amigo meu que escrevesse algo com o tema "paixão" e ele me entregou há algumas semanas este texto. O autor prefere permanecer anônimo. 

Ah! O doce sabor da manhã... Um novo dia começa e a excitação de encontrar a namorada. Acordo pensando nela - como gostaria de acordar ao seu lado minha gatinha, poderia olhar para os seus olhos todas as manhãs e falar que você é a mulher da mais bonita do mundo, mesmo você discordando e dizendo que está horrível, pois acabou de acordar.

A manhã está fria novamente com nevoeiro forte do inverno, o corpo dela é tão quente, pena que ainda não pude dormir com ela. São seis e meia, que horas será que ela acorda? Já estou louco pra mandar um SMS, será que espero ela envia primeiro? Melhor dar mais um tempo. Sete horas, agora posso enviar um SMS, queria mandar algo legal... Já sei! "Como eu quero acordar com o calor do seu corpo, dizer eu te amo e ir trabalhar lembrando do seu lindo sorriso enquanto dorme. Bom dia meu amor". Percebo que ela gostou…

Estou no trabalho, trocamos algumas mensagens; as vezes mais, as vezes menos, dependendo do assunto. Algumas coisas importantes e outras só conversa fiada. O que importa é que tenho a atenção dela e ela pensa em mim. Mas o que eu queria mesmo saber é o que ela esta fazendo, o que está pensando, será que ela tem alguma preocupação? Gostaria de abraçá-la, apertar sua mão, dar todo o meu apoio e ajudá-la.

Fim de tarde de inverno, seis horas e já está quase escuro, a temperatura cai rapidamente. A noite vem rápidamente, a visão dificulta, há muitas sombras de árvores, prédios, algumas estrelas aparecem a leste e a oeste o alaranjado do poente. Muito barulho, carros, ônibus, pessoas, muitas pessoas. Meu corpo treme. Estou ansioso, frio na barriga, detesto esperar, tudo é dúvida até encontrá-la.

De repente em meio a multidão, um olhar acompanhado de um lindo sorriso. E tudo o que era caos, tensão e ansiedade agora é calmaria e não há barulho algum. O sorriso com o qual sonhei, é todo para mim. Retorno o olhar com um sorriso, me controlo pra não correr para seus braços, dou alguns passos. O doce sabor de seus lábios é melhor do que sonhei. Após um longo beijo, a abraço sinto seu coração batendo forte e seu cheiro me enche de prazer e sinto que posso ficar assim para sempre.

Me recomponho e consigo falar algo...
 - Eu te amo, te esperei o dia inteiro, imaginando este momento! - Segurando suas mãos macias como as de uma princesa. - Vamos, meu amor, a noite é toda nossa.


domingo, 2 de setembro de 2012

Diários da Paixão (1)

Sinto em mim como se fosse de verdade. Eu quero que seja. Quero que me olhe e veja algo que nunca havia visto em outra garota. Mas você passa do meu lado e nem percebe que há sentimento em mim. Sempre existiu.


Outro dia, palavras saíram da sua boca, mas não eram as que eu esperava. 
 - Aly, você esqueceu seu livro na sala. 

O que eu esqueci mesmo foi meu nome, assim que você me entregou o livro esquecido. Minhas amigas dizem que eu deveria te dizer. E é por isso que tomei coragem para dizer o que sinto. 

 - Rodrigo, preciso te dizer... 
 - Estou escutando. 
 - Eu... espero que tenha um ótimo dia!

Ah, se você soubesse....


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Conto4Conto (Nestante) - ATUALIZADO

Olá leitores!!

Muitos já vem acompanhando as cartas de Carolina e Pedro na série Conto4Conto do Nestante. Você já deu uma olhadinha?

Primeiro: Alô e Adeus (CLIQUE AQUI) 


Segundo: Breguices e Carinhos (CLIQUE AQUI)

Terceiro: Desconexo (CLIQUE AQUI)


Quarto: Espera (CLIQUE AQUI)


Até a próxima!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia do Escritor #2

Olá leitores!!

Chegou o dia do ano que eu amo de paixão! Ok, não mais que o meu aniversário, o Natal e o Thanksgiving, mas é especial também! Ano passado eu fiz minha singela homenagem aos meus escritores favoritos, este ano homenagearei apenas um. Este um me fez descobrir um jeito de escrita totalmente novo. Este um me deu um novo objetivo de vida: dominar as palavras (em vez de deixar elas te dominarem). Enfim, coisa de escritor mesmo...


Você conhece este simpático senhor? Ele é Jeffrey Archer, tem 72 anos e... perdão! BARÃO Archer de Weston-super-Mare! Agora fiquei com invejinha do título chique e fino que ele tem! Apesar disso, ele passou por poucas e boas. Após terminar a faculdade, ele entrou promissoramente para a política e lá permaneceu por cinco anos, até começar a investir em uma empresa canadense (aconselhado pelo Banco de Boston). A companhia entrou em falência e três diretores foram mandados para a prisão, deixando uma dívida de 500 mil libras. 

O que ele fez? 

Resolveu que ia liquidar a dívida e começou a escrever histórias! Várias obras se transformaram em bestsellers e viraram series de tv. Ele é casado há 40 anos com a Dra Mary Archer, presidente de uma cadeia de hospitais. 

É por dar essa volta por cima e ser correto que ele merece um post aqui no blog! 

E você? Conhece um escritor que tenha uma história de sucesso? Conte nos comentários! 

Até a próxima! 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Apenas Humana!

Olá leitores!

Após ler a primeira carta do Conto4Conto do Nestante, "Alô e Adeus" (CLIQUE AQUI), o meu amigo Samuel Jr resolveu escrever a versão dele para a resposta da Carolina para o Pedro. Abaixo vocês conferem como ele manda bem na escrita!


Já não sei quem domina meus pensamentos, mas desconfio que eu não seja, pois eles me invadem sem ao menos pedir licença. Tento afastá-los, tentativas frustradas que parecem alimentá-los mais e mais.
Sinto-me feliz e triste, completa e vazia, melhor e pior que antes, com a liberdade sempre sonhada e presa em minha solidão. Nós almejamos um ideal e quando o realizamos sentimos o vazio do que ficou para trás para chegarmos neste presente, já aconteceu com você sensação parecida?

É estranho saber que muitos esperam de nós certezas, uma vida sem erros, e prendemos nossos passos esperando não desapontar. E como eu fico em saber que ando por caminhos que não são meus, e meus caminhos serão meus? Já não sei o que esperar do amanhã, fico me torturando por erros passados. Divago se tivesse escolhido caminho diferente e o que visualizo era uma vida pior. Será uma defesa para meu erro, tornando-o assim um acerto? Mas e se o outro caminho fosse o caminho da paz, da felicidade? Ou serão estes sentimentos utópicos e meramente passageiros? 

Decisão não é apenas uma palavra, sabe, ela é ‘a’ vida, posso assim dizer. Houve um tempo em que não decidíamos, mas alguém decidia por nós, logo o decidir já estava presente moldando-nos e assim criando o ‘destino’. Nosso amanhã é apenas resultado. Concordo que a vida poderá nos presentear ou também nos bater, não é nossa decisão, mas logo abrirá um leque de novas decisões, “a vida dará as cartas, cabe a nós jogarmos o jogo”!

Entendo assim que jamais poderei reclamar ou me achar sofrida, ou que atraio as negativas do universo contra eu, sendo eu quem “joga o jogo”. Outra palavra forte é a dúvida: ela precede a decisão e, depois de decidido, ela continua atormentando, pois o ‘destino’ que escolhi foi necessário o sacrifício de outros (por medo, descrença, insegurança, ou pelo simples fato de achar que estava no caminho errado). Se errei o trajeto na bifurcação? Só saberei mudando a rota e indo à direção outrora rejeitada. Isto não significa retroceder, apenas tentar o que pode ser a escolha certa, depois de andar pela direção equivocada!

A cada momento que paro para refletir no rumo que minha vida está seguindo, sim é de extrema importância refletir você não acha? Percebo que em ‘cada etapa’ de nossa vida corremos atrás do que nos fará feliz, e a experiência nos mostra que sempre estamos indo na direção equivocada: bens materiais, reconhecimento pelos outros, é tudo efêmero. Temos que nos conformar que nosso tempo corre para o fim velozmente e ele encurta a linha de chegada a cada dia. Mais duas fortes palavras...

Não desejo que pense em minha carta resposta em sua totalidade, peço-te que na sua cama, no silêncio das insônias, dedique sua mente a estas quatro palavras que movem a vida: Reflexão, Duvida, Decisão e Experiência!

Ass. Carolina


Você pode ler mais textos dele AQUI!

Se vocês quiserem saber como ficou a minha versão da carta da Carolina para o Pedro, leiam o post abaixo! 

Até a próxima! 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

#MusicMonday - Casamento

Olá leitores!

Esta segunda-feira, o playlist é romântico, com músicas pra casamento... Mesmo aqueles que não estão noivos, ouçam:

Blake Shelton - God Gave Me You

Nick Lachey - This I Swear 

Shania Twain - From This Moment 

Marry Me - Train 

Love Love Love - Hope ft Jason Mraz 

Até a próxima! 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Chegou!!

Olá leitores!

Chega hoje no Nestante.com a segunda temporada do Conto4Conto com os meus textos!



O primeiro texto se chama Alô e Adeus e pode ser lido AQUI!

Até a próxima!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Vício da vez: Vlogs

Olá leitores!

Vou contar um pouco sobre um vício que tem tomado maior parte do meu tempo recreativo (que é praticamente o dia inteiro, uma vez que estou desempregada desde que cheguei dos EUA): Vlogs! Provavelmente vocês já conhecem os mais famosos, como o Não Faz Sentido, do Felipe Neto, e o Mas Poxa Vida, do PC Siqueira. Mas existem vários outros que fazem um trabalho tão bom quanto. Apresento a vocês:

* SangeLand/ Sangerine/ Tea4TeaTime por Sandra Landeiro 
Ela foi a primeira vlogueira que acompanhei quando decidi que precisava assistir algo além da duplinha de vlogueiros acima citados. É carismática, querida, criativa e canta muito bem. No mês de abril, apresentou a versão brasileira do projeto VEDA (Vlog Every Day April), um desafio que consistia em postar um vídeo todos os dias do mês.




* Crises Inúteis de Um Relacionamento Qualquer e República.DOC por Phil Rocha e Douglas Jansen (A Gente Faz Séries)
São webseries de 20 minutos mais ou menos, filmadas de modo diferente, em que o personagem também fala olhando para a câmera. Aconselho conhecerem mais o trabalho desta galera talentosa!



* 5inco Minutos por Kéfera Buchmann 
Curitibana gata, engraçada, sincera, não tem como não amá-la! Esta paródia de Vida de Empreguete (chamada Vida de Piriguete) ganhou o país tanto quanto a versão original.




* Ainda Não Temos Vinheta por Daniel Curi
Ele faz parte da turma da Parafernalha, mas começou a fazer um vlog e ganhou a simpatia por ser extremamente sincero. Assista todos os episódios e você verá que concordará com pelo menos um fato!
 


* Gabbie Disse Oi por Gabbie Fadel
Ela tem um jeito todo especial de falar, tem o apelido carinhoso de "Girafa albina" e fala muitas verdades.





Até a próxima!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

#MusicMonday - Covers

Olá leitores!

O #MusicMonday de hoje traz três covers que, com certeza, ficaram melhores que as versões originais:

Somebody That I Used to Know - Walk off the Earth (Cover Gotye)

I Want It That Way - Boyce Avenue (Cover Backstreet Boys)

Can't Be Tamed & Eleanor Rigby - College 11 (Cover Miley Cyrus e Beatles)

É o que tem para hoje, como dizem por aí!

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

1 ano de World of Lisy Muncinelli

Alô você que me acompanha há um ano. Ou você que descobriu meu blog há uma semana. Não importa, vocês são especiais! Vocês acompanharam uma parte importante na minha vida.

Foram 66 textos publicados e 5 mil e 700 visualizações, um número bom pra quem nunca tinha escrito para valer em um blog. Escrever pra mim é a coisa mais gostosa que existe. Será minha profissão e vocês são as cobaias enquanto eu treino pra escrever cada vez melhor.

E não vai parar por aqui. Espero que ano que vem eu comemore o segundo aniversário e assim por diante...  Para ser bem "legal" com vocês, aqui embaixo estão as fotos do bolo de cenoura com chocolate que eu fiz em homenagem aos meus queridos leitores!














W.o.L (World of Lisy), não sei se deu pra ler...





Créditos fotos 2 e 3: Kedlin Muncinelli, minha irmã, que teve que segurar a câmera duas vezes o peso dela coitada! hahahahaha 

Vou contar para vocês: estava uma delícia! O bolo terminou em três dias e teve gente que lambeu os dedos. Aqui embaixo está a receita, super fácil e rápida de fazer: 

Ingredientes: 
- 4 cenouras raladas
- 4 ovos
- 1/2 xícara (chá) de óleo
- 2 xícaras de açucar 
- 3 xícaras de farinha (ou até ficar uma massa grossa) 
- 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de Preparo: 

Bata primeiro a cenoura ralada, os ovos, o óleo e o açúcar. Adicione 1 1/2 xícara de farinha e bata. O resto da farinha bata com uma colher, até obter uma massa firme. Misture cuidadosamente o fermento e coloque a massa em uma forma untada com óleo e farinha. Asse em forno pré-aquecido (200 graus) até a massa ficar com cara de assada. Retire, espere 20 minutos e desenforme. 

Cobertura

Ingredientes: 
- 1 lata de leite condensado (normal ou de soja) 
- Nescau/Toddy

Misure em uma panela e ligue em fogo baixo. Não pare de mexer por um segundo. Assim que começar a ferver, desligue. Jogue o brigadeiro em cima do bolo. Decore do jeito que você quiser. 

Observação: As receitas são adaptações minhas. Não tenho muita experiência em escrever esse tipo de texto, perdão! 

Tentem fazer o bolo, tirem fotos e mandem no e-mail lisy.muncinelli4@gmail.com! 

Até a proxima! 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Últimos eventos


Olá leitores!!

Nestes últimos dias eu tive uma overdose de cultura! O primeiro foi segunda, dia 18 de junho, quando eu fui no lançamento do livro "Me Leva Mundão", escrito por Maurício Kubrusly. O evento, que teve início às 19:30 no Teatro Paulo Autran (Shopping Novo Batel), foi dominado pelas histórias cheias de humor do jornalista. Deu para perceber uma pessoa bem diferente daquela que aparece no quadro do Fantástico, alguém mais relaxado. Ele contou histórias curiosas de São Francisco (CA-USA), Portugal e França e o povo aplaudiu de pé no final.

Fora do teatro, ele distribuiu autógrafos para quem comprou o livro e tirou fotos com que pediu. Não me aguentei e fui tietar:














Na terça, 19 de junho no Teatro Paiol, eu participei do Papo Universitário, promovido pela Gazeta do Povo e que tinha como tema "O Cenário da Música no Paraná". Os convidados Paulo Juk (Banda Blindagem), Karol Conká (rapper), Heitor Humberto (Banda Gentileza) e Rodrigo Lemos (Banda Lemoskine e A Banda Mais Bonita da Cidade) responderam as perguntas feitas pelo anfitrião Luigi e pela platéia (inclusive eu!). A programação começou com o pocket show da Madeira Banda Show e foi organizado em blocos para que pudesse ser passado na ÓTV. Após o término dos blocos para a tv, os convidados fizeram uma "Jam Session" com a música "Não Quero Dinheiro", do falecido Tim Maia.

A sorte resolveu me acompanhar aquele dia porque ganhei três kits, um da Gazeta do Povo e dois da UNICURITIBA. Revi minha ex-colega de trabalho e convidada Karol Conká, sempre fofa. Me diverti muito, saí de lá quase imitando Don Lockwood em "Singing in the Rain".














Ganhei massageador, chaveiro, relógio, lanterna, marca-texto, marca página, agenda, bloquinhos, canetas e bolsa.










Estava cheio e o pessoal estava hipnotizado pela conversa.













Eu com a Karol Conká.

O último evento foi domingo, 24 de junho, a primeira vez que eu fui ver uma peça de teatro. Eu e minha irmã Regiane fomos ver "2012 - A Comédia do Fim do Mundo" no Teatro Lala Schneider, uma peça muito legal, mas 'meio viajada'. Foi emocionante sentar naquela sala pequena e ver os atores e as ações bem de pertinho. Gostei e tenho certeza que foi a primeira de muitas!














(#FicaDica)













Eu e minha irmã com o fundo da Cia de Máscaras do Lala.

Bom, foi isso! Amanhã tem post de aniversário do blog! Apareçam por aqui!

Até a próxima!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Todos Iguais - por Esthéfanie Vila Maior


Olá leitores! 

Hoje trago um texto escrito pela minha amiga de infância Esthéfanie Vila Maior. Espero que gostem! 

Já dizia minha amiga de infância: cafajestes são todos iguais. Não discordo nem do pingo do i dessa frase. Entretanto, existe muito mais por trás dessa frase do que o simples conceito de “igualdade”. Acredito que cada cafajeste tenha um porquê diferente, afinal cafajestes são seres humanos, nós gostando ou não, e seres humanos nunca são iguais. A minha teoria, mirabolante, é que as fórmulas, aquelas que eles usam para tentar nos “controlar”, são iguais (isso mesmo, no plural, com s), e digo fórmulas porque uma só não daria resultados tão eficientes, cá entre nós, admitam, mulheres são complicadas e não chegam nem perto de serem iguais. 

Queria deixar bem claro que não estou dando razão ao dramático “coitadismo” que muitas mulheres insistem em levar como regra de vida, muito menos aos discursos feministas criticando os homens. 



Mas voltando as fórmulas, se elas são todas iguais, por que diabos nós, mulheres, fazemos tanta questão de testar todas elas? É como provar as mesmas roupas, só que em lojas diferentes. É como ter alergia a esmalte e testar todas as marcas. Alias, acredito que nós mulheres temos a obrigação de reconhecer esse tipo de longe. E que atire a primeira pedra aquela que nunca criou um cafajeste nessa vida. Sim, você já criou um “cafa”. Lembra daquele seu melhor amigo da escola que passou anos te consolando enquanto você chorava por outros caras? Lembra quando ele disse que te amava e você fez picadinho com o coração dele? Pois é meu bem, ele cresceu e adivinha só?

Você já sabe o resultado disso, e não importam quais sejam as desculpas mirabolantes que você usa pra insistir em tal atitude, os fatos não mudam. “Ah, mas dessa vez é diferente, ele vai mudar”. Engula o seus mas. Os rostos mudam, mas formulas são as mesmas lembram? A verdade é que ninguém muda por ninguém, as pessoas mudam única e exclusivamente por vontade e conta própria.

Em vez de tentar mudar alguém, mude você mesma. Aprenda a ter amor próprio o suficiente para não se permitir passar por isso novamente. Alias, amor próprio é a melhor arma, o melhor antidoto, o melhor escudo contra qualquer coisa. Porque, no fim das contas, as pessoas só fazem com a gente aquilo que permitimos."


Esthéfanie por ela mesmo

Estudante do 1º ano de jornalismo. Amante de palavras e seus significados engraçados. Vejo lógica onde não existe e graça na loucura. Metida a chef de cozinha de doces e saladas, uma gordinha em espírito.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

#MusicMonday - Pulp Fiction

Olá leitores!

Como foi o final de semana de vocês? Se divertiram?

O #MusicMonday de hoje traz duas músicas muito boas da trilha sonora do filme "Pulp Fiction", um ótimo filme por falar nisso! (Obs: Pra mim, Quentin Tarantino é um diretor genial, com seu jeito excêntrico de fazer cinema.)

Al Green - Let's Stay Together (presente também nos filmes "Louco por Você" e "Como Perder um Homem em 10 Dias")

Neil Diamond - Girl, You'll Be a Woman Soon (você pode ouvir a melodia desta música em outro filme do Tarantino: Bastardos Inglórios)


Então aqui fica a dica também de "Pulp Fiction", principalmente se você quer aprender "como injetar heroína" e "como reanimar alguém que está morrendo de overdose"! Brincadeiras à parte, só assistindo pra entender como este filme é legal. Se você já assistiu, comente aí embaixo se gostou ou não!

Até a próxima!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Já fui melhor...


Sempre fui uma pessoa muito criativa. Culpe o Déficit de Atenção (um dia vou fazer um post informativo explicando sobre a doença). Culpe meus pais, que sempre me incentivaram. Culpe o mundo, por ser interessante. Fato é que desde criança meu cérebro se recusa a ver o dia em cores primárias, que dirá vê-lo em preto e branco. 

Poderia mencionar as minhas artes, como as dezenas de camisetas feitas de sacola plástica e chinelos de papelão. Ou o ventilador esquematizado que só faltava o motor. Poderia contar também da minha mente fértil que produzia planos, teorias e conspirações: eu cheguei a achar que o depósito do colégio era cena de um crime cometido pelo zelador (não era discriminação, pobre zelador!) e que a padaria da esquina maltratava trabalhadores escravos e os fazia trabalhar no calor do forno. A imaginação era tanta que cheguei a descobrir que eu tinha uma chave em casa que abria o portão da casa da minha vizinha e melhor amiga (a chave foi devidamente confiscada pela mãe dela, nããão sei porque! hahaha)

Mas quero focar na linha do tempo literária, aquela em que eu explico como eu fui perdendo aos poucos minha criatividade para escrever minhas histórias. 

Lembro uma das primeira vez que meus pais foram chamados na escola pela coordenadora: ela queria mostrar um texto que eu havia escrito e que, palavras dela, juro!, eu tinha o dom da escrita. Eu tinha uns 7 anos. Alguns anos depois, com 10, eu escrevi a história de um homem de vidro. A história terminava com um final barato, um clichê romântico e grudento, resultado do tipo de literatura (precoce) que eu lia. O que deixava interessante era a vida que eu dei para o personagem: ele morava em uma uma casa acolchoada, seu médico era um vidraceiro e ele tinha que tomar cuidado porque se quebrava com facilidade. Não tenho mais este texto, se perdeu durante os anos (na verdade acho que se perdeu em um disquete). 

Eu era daquelas que escrevia diário. Contava cuidadosamente o que eu fazia na minha pré-adolescência. Como toda criatura dessa idade, eu brigava com todo mundo, escrevia com raiva ("xingava muito no Twitter" haha), mas escrevia. O que eu havia comido no almoço, o livro que estava lendo, os guris que eu gostava… Com o passar do tempo, o diário virou um caderno, que eu não tinha compromisso de escrever todos os dias. Este caderno cobriu anos de minha adolescência. Parei de atualizá-lo já faz quatro anos, mas ainda tenho guardado. 

Aos doze anos, lembro como se fosse hoje, cheguei toda empolgada na casa da minha ex-vizinha e melhor amiga Camila, outra pessoa extremamente criativa. Era minha parceira-de-crime, topava minhas idéias absurdas. Contei para ela da idéia que havia pensado para um novo livro - sempre chamei minhas histórias de livro, pode chamar isso de pretensão - e começamos a escrever neste mesmo dia. Já havíamos começado uma história juntas, mas como 90% das parcerias, acabou não agradando uma das partes: neste caso, eu. Mesmo assim, começamos a escrever, mas não foi muito longe porque nós nos separamos (por outros motivos). 

A história, porém, ficou gravada na minha mente. Escrevi a primeira vez, 30 páginas: meu pai, sem querer, deletou do computador (que era da loja da minha mãe e eu usava meio clandestinamente). Segunda vez, aos 15 anos, 70 páginas: vírus e nenhum backup. Tentei uma terceira vez, sem sucesso algum. Dizem, na fotografia, que "a melhor foto sua é aquela que você não tirou, mas ficou na memória". É o que aconteceu com essa história, virou meu xodó. 

Escrevi começos e meios para várias outras histórias, nenhuma delas terminadas, nem perto de serem tão boas. E esses últimos meses eu me fiz uma pergunta: o que aconteceu comigo? Para onde foi minha criatividade? Notei que uma das rés foi a internet. Era muito mais fácil sentar diante do computador quando a internet era discada (posso apostar um real que você acabou de pensar no barulhinho que o discador fazia, acertei?) e não havia MSN/Orkut/Facebook/Skype/Twitter para me distrair. Era eu, minha cabeça cheia de idéias, paz, um lugar certo e o teclado. 

Ou será que foi a idade que chegou? Não tenho a intenção de soar que nem uma velha de 90 anos, mas pode ser que eu tenha sufocado a criança louca dentro de mim e, com ela, a capacidade de ver o mundo tão colorido. Afinal, não faço mais chinelos de papelão e nem algo que corresponda a isso. E isso tem uma relação tremenda com os meus textos. O gosto pela escrita continua o mesmo, mas é como se eu estivesse congelada. Posso cair na mesmice artística de dizer que estou com bloqueio criativo? 

Bom, a intenção não era de escrever um post tão grande, mas acho que me empolguei. Enrolei e o fato é que vim aqui fazer propaganda do livro que estou lendo e TODO escritor deveria ler (em qualquer estágio da carreira). Se chama Writting Fiction (em português, Escrevendo Ficção) da famosa série For Dummies (Para Leigos), escrito por Randy Ingermanson e Peter Economy. Comprei por comprar porque eu pretensiosamente achava que era uma expert em escrita, pelos anos praticados apesar de nada terminado nem publicado. Dei com a cara em cheio na parede! Estou aprendendo muito e acho que finalmente estou retomando a vontade de escrever. 

Vou precisar voltar a ativa, escrever muito e com mais freqüência. De qualquer maneira, a verdade é esta: Já fui melhor. Muito melhor!