quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Diários da Paixão (3)

Olá leitores! 

Hoje o texto é do meu amigo Rafael Lucas (vale a pena dar uma olhada no blog dele!), que estréia na narrativa com esta história envolvente:


Era noite. O brilho da lua e das estrelas não era maior que o brilho dos seus olhos e do seu sorriso.
Como em um flashback, em meus pensamentos me perco e sou levado a lembrar de quando nos conhecemos...

Não sei o que me fez apaixonar por você... Talvez tenha sido o teu sorriso iluminado que me fazia viajar todas as manhãs quando você e suas amigas sentavam sempre no mesmo canto da sala de aula e, juntas, riam, interrompiam a aula com gracinhas e até me faziam rir também. Lembro que você adorava as aulas de Filosofia e era a mais interessada no assunto. Eu fingia gostar, só pra te agradar. Você me olhava de um jeito, e de outro. Conversávamos pouco. E eu não conseguia captar se você estava me dando bola ou não. Ah como eu era um bobão!

Via-te manhã após manhã, e eu ficava louco com o jeito que mexia no cabelo constantemente. No espelho tirado da bolsa, retocava o batom rosa, rapidinho, no meio da aula. Pensava no quanto eu queria que aquelas mãos macias acariciassem meu rosto e a minha nuca me fazendo arrepiar por inteiro. Até então eu era apenas um sonhador. Eu só queria viver aquele amor incontido. Até que chegou o dia do passeio anual da escola, onde toda a galera se reunia pra se divertir e confraternizar.
Com toda a minha timidez, te chamei num canto, e disse:
- Oi Gabriela. Tudo bem?
- Tudo bem! - ela respondeu.
- Eu sei que nos conhecemos pouco, mas eu tenho notado o quanto você é linda já faz algum tempo. Você gostaria de sair comigo no sábado? - perguntei, rindo nervoso. 
- Só aceito se for pra tomar aquele açaí que servem na lanchonete perto da minha casa.                                                

- Combinado! – respondi.
Estonteante de alegria,  beijei-te o rosto e você esboçou um lindo sorriso.


O grande dia chegou. Pus minha melhor roupa, usei o perfume e penteei o cabelo do jeito que você gostava.

Era noite. De lua, estrelas, sorrisos, abraços, carícias no rosto e na nuca, beijos e palavras que eu jamais imaginara ouvir. Você também me amava, e esperara todo aquele tempo pelo meu convite para sair.

Rafael, você está no mundo da lua? Seu açaí chegou! – disse ela, interrompendo meus pensamentos.
Sorrio. E no seu ouvido, digo baixinho:
- Era lá que eu estava.


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